Fotografia de Richard Drew se tornou um dos registros mais marcantes dos ataques às Torres Gêmeas; identidade do homem nunca foi confirmada
Vinte e cinco anos após os ataques de 11 de setembro de 2001, a história do homem retratado em uma das fotografias mais conhecidas daquele dia continua cercada de dúvidas. A imagem, registrada pelo fotógrafo Richard Drew, ficou conhecida mundialmente como “Falling Man”, ou “Homem em Queda”.
Entre as pessoas apontadas como possível personagem da fotografia está Jonathan Briley, de 43 anos, engenheiro de som que trabalhava no restaurante Windows on the World, instalado nos andares 106 e 107 da Torre Norte do World Trade Center.
A investigação ganhou novos elementos anos depois, quando o jornalista Tom Junod, da revista Esquire, analisou a sequência de imagens feitas por Drew. Em uma delas, a camisa do homem aparece levantada, revelando uma camiseta laranja.
A pista chamou atenção porque Briley costumava usar uma camiseta dessa cor sob a roupa de trabalho. Ele também tinha aproximadamente 1,96 metro de altura e usava tênis pretos de cano alto, características consideradas compatíveis com a fotografia. Ainda assim, as roupas que vestia naquele dia nunca permitiram confirmar definitivamente sua identidade.
Outro nome analisado foi o do confeiteiro Norberto Hernandez, funcionário do Windows on the World. A hipótese, porém, foi rejeitada pela família após a comparação da imagem.
Quem era Jonathan Briley
Segundo a irmã, Gwen Briley-Strand, Jonathan tinha asma e poderia ter sido rapidamente afetado pela fumaça dentro da torre. Religioso, havia se tornado diácono seis meses antes dos ataques e ajudava o pai, pastor batista.
Músico desde a infância, aprendeu sozinho a tocar guitarra e também tocava piano. Formado pela Universidade de Nova York, trabalhou como engenheiro de som para redes hoteleiras antes de chegar ao Windows on the World.
Uma semana antes dos ataques, Jonathan fez uma viagem de última hora à Flórida com a irmã e o cunhado. Ele voltou para Nova York em 8 de setembro. Três dias depois, os atentados atingiram o World Trade Center.
Gwen afirma que nunca teve como prioridade provar que o irmão é o homem da fotografia. Para ela, a imagem representa as milhares de pessoas atingidas pela tragédia.

“Acredito que ele representava todas aquelas quase 3 mil pessoas que tiveram de passar por aquele dia horrível de 11 de setembro”, disse a irmã ao Daily Mail.
Atualmente, a fotografia pertence à coleção particular do cantor Elton John, que já classificou a obra como uma das imagens mais marcantes já produzidas.
A identidade do “Homem em Queda”, portanto, permanece oficialmente sem confirmação. Mais do que revelar um nome, a fotografia se transformou em um dos símbolos mais dolorosos da tragédia que mudou a história contemporânea.
Antigo complexo do World Trade Center, em Nova York, com as Torres Gêmeas
(Torre Norte, à esquerda, e Torre Sul, à direita)
Fonte: IG Notícias




