O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram um investimento de R$ 1,4 bilhão destinado ao Instituto Butantan, na capital paulista. Esse montante será direcionado para infraestrutura e produção de vacinas e insumos imunobiológicos.
Recursos do governo federal e do Instituto Butantan
O governo federal alocou os recursos por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), enquanto o Instituto Butantan contribuirá com um aporte de R$ 400 milhões para a expansão e modernização do complexo. Com isso, pretende-se garantir a autonomia brasileira na fabricação de soros e imunizantes avançados.
Aplicação dos recursos e modernização das estruturas
Além de modernizar estruturas existentes que desenvolvem tecnologias como vacinas com RNA mensageiro, os investimentos em reformas e novas fábricas visam garantir o avanço na produção de soros e imunizantes. Entre as iniciativas previstas estão a construção de uma fábrica de vacina tetravalente contra o HPV e a reforma da unidade de produção de vacinas com RNA mensageiro para o IFA. Também será construída uma nova fábrica para produção do IFA da vacina DTPa, além da reforma do prédio de produção de soros e da criação de uma nova área de envase e liofilização do produto.
Cerimônia e perspectivas futuras
Durante a cerimônia em São Paulo, as ordens de serviço para o início das obras foram assinadas. O ministro Padilha destacou a importância desse investimento, afirmando que colocará o Instituto Butantan entre os maiores complexos de inovação tecnológica e industrial do mundo. Também estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o secretário da Saúde de São Paulo Eleuses Paiva e o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.
Vacina contra a dengue e conclusão
O ministro da Saúde prevê que a vacina do Butantan contra a dengue estará disponível para a população em geral ainda este ano. A Butantan-DV, aprovada pela Anvisa em dezembro, é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo, sendo testada para pessoas entre 12 e 59 anos. Esse investimento representa um avanço significativo na produção de imunobiológicos no país e contribuirá para a melhoria da saúde pública e o combate a doenças infecciosas.



