Os preços da conta de luz e da gasolina foram os principais responsáveis por manter a inflação oficial de janeiro em 0,33%, o mesmo índice registrado no mês anterior. Em comparação com janeiro de 2025, houve um aumento significativo, já que naquele ano a inflação tinha sido de 0,16%.
Acumulado em 12 meses e meta do governo
Com o resultado de janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,44% nos últimos 12 meses, permanecendo dentro do limite máximo estabelecido pelo governo. A meta de inflação, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, totalizando um intervalo de 1,5% a 4,5%.
Pressões de alta e dados divulgados pelo IBGE
A gasolina foi o item que mais pressionou para cima os índices de inflação em janeiro, contribuindo com 0,10 ponto percentual. Enquanto isso, a conta de luz mais barata exerceu uma pressão contrária, representando -0,11 ponto percentual. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10) no Rio de Janeiro.
Previsões e período de avaliação da meta
Instituições financeiras consultadas pelo Boletim Focus do Banco Central estimam que o IPCA encerrará o ano em 3,97%. Desde o início de 2025, a avaliação da meta considera os 12 meses anteriores e não apenas o último mês do ano. O descumprimento da meta ocorre se o índice ultrapassar o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
O IPCA é responsável por medir o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. O índice coleta preços de 377 subitens, que englobam produtos e serviços diversos. A coleta de preços é realizada em diversas regiões metropolitanas e capitais do país, totalizando 16 localidades.



