Toffoli deixa relatoria do caso Banco Master após pressão pública

3 Tempo de Leitura
© ASCOM/STF
Anuncio Agentes de IA – Jornal Digital da Região

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou para deixar a relatoria do inquérito relacionado às fraudes do Banco Master. O pedido veio após uma reunião convocada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para discutir o relatório da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou menções ao ministro em mensagens de celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

Reunião e decisão

Durante a reunião, que durou cerca de três horas, os ministros tomaram conhecimento do relatório da PF que continha referências a Toffoli no celular de Vorcaro, em um conteúdo mantido em segredo de Justiça. Além disso, ouviram a defesa do ministro, que manifestou o desejo de permanecer como relator do caso. No entanto, diante da pressão pública, Toffoli optou por deixar a condução do processo, que será redistribuído para outro ministro.

Nota oficial e apoio da Corte

Em uma nota oficial, os membros da Corte expressaram apoio a Toffoli, destacando a inexistência de suspeição ou impedimento do ministro. A nota ressaltou que a decisão de Toffoli foi feita a pedido dele, considerando a faculdade de submeter questões à Presidência do Tribunal. A Presidência, ouvidos todos os ministros, aceitou a comunicação de Toffoli sobre a transferência dos processos sob sua relatoria para que sejam livremente redistribuídos.

Esclarecimentos sobre o caso

Toffoli foi alvo de críticas por continuar como relator do caso, mesmo após a divulgação de informações sobre irregularidades encontradas em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. O fundo adquiriu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, pertencente a familiares do ministro. Em uma declaração à imprensa, Toffoli confirmou sua participação no resort, negando ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.

Nota oficial conjunta dos ministros do STF

Os dez ministros do Supremo Tribunal Federal, em uma reunião realizada em 12 de fevereiro de 2026, afirmaram não haver motivo para suspeição, respaldados pela legislação vigente. Afirmaram o apoio ao ministro Toffoli e reconheceram a validade de seus atos na relatoria do caso. A Presidência tomará as providências necessárias para a redistribuição dos processos anteriormente sob a responsabilidade de Toffoli.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe está notícia