A prisão de um piloto de avião no Aeroporto de Congonhas revelou um elemento central e chocante: a avó de duas adolescentes teria facilitado e negociado encontros entre o suspeito e as netas, segundo a polícia.
O papel da avó no esquema de exploração sexual
A mulher, de 53 anos, inspetora de uma escola em São Paulo, foi presa como peça fundamental no esquema de exploração sexual de crianças e adolescentes. Ela teria vendido as netas para que o piloto pudesse abusar sexualmente delas e produzir material de pornografia infantojuvenil.
Cruzamento de dados e modus operandi do piloto
As netas foram ouvidas pela delegada, que revelou que os abusos começaram quando uma delas tinha 14 anos e a outra entre 10 e 11 anos. O piloto circulava entre Guararema e São Paulo, buscando as vítimas em casa e na escola. Os crimes eram cometidos quando ele ia trabalhar, aproveitando a proximidade com as vítimas.
Operação de prisão e relatos das vítimas
A operação que resultou na prisão do piloto ocorreu em Congonhas, onde ele admitiu envolvimento com menores e mostrou conteúdos no celular. Relatos indicam que ele conheceu algumas vítimas através da avó delas. As vítimas eram coagidas a praticar atos sexuais e produzir material pornográfico.
Denúncias e impacto emocional
Mães descobriram o caso após denúncias anônimas e relatos das vítimas. O medo de denunciar dificultou a investigação inicial, mas a polícia orienta a denúncia através de canais específicos. O piloto aliciava as vítimas com presentes e jantares, explorando famílias em dificuldades financeiras.
Possíveis vítimas em outros estados e repercussão
Além de São Paulo, há possíveis vítimas em outros estados, como Espírito Santo. A advogada do piloto ressalta o segredo de justiça do caso. A investigação destaca o impacto emocional duradouro sobre as vítimas, evidenciando a gravidade do esquema de exploração sexual.
Fonte: https://g1.globo.com



