A Polícia Federal realizou operações de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, nesta terça-feira (17), com o objetivo de investigar vazamentos de dados da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parentes e outras autoridades nos últimos três anos.
Mandados expedidos pelo STF
Os mandados foram emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Além das buscas, medidas cautelares foram determinadas, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do cargo público, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.
Investigação em andamento
A Receita Federal esclareceu que as operações da Polícia Federal foram baseadas em informações fornecidas pela própria Receita. Além disso, há uma investigação prévia em parceria com a Polícia Federal, cujos resultados serão divulgados futuramente. A Receita informou que a Corregedoria abriu um procedimento interno após notícias veiculadas pela imprensa e o STF solicitou uma auditoria nos sistemas da Receita para identificar acessos suspeitos.
Rastreamento e controle de acessos
A Receita Federal afirmou que intensificou o controle dos perfis que acessam os dados dos contribuintes desde 2023. Os sistemas da Receita permitem o monitoramento total de acessos e qualquer uso indevido é passível de detecção e punição. A auditoria interna em andamento já identificou desvios que foram comunicados ao relator do inquérito no STF. Sete processos disciplinares foram concluídos, resultando em três demissões.



