O chefe de gabinete da Prefeitura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, foi preso em flagrante por dirigir uma caminhonete com placas falsas de identificação do Poder Legislativo da cidade vizinha de Embu das Artes. Marco Roberto da Silva, conhecido como 'Pastor Marco Roberto', alegou que se esqueceu de retirar as placas devido ao uso de 'remédios fortes'.
Detenção na rodovia SP-342
Policiais de Poços de Caldas, em Minas Gerais, perceberam as placas adulteradas no veículo e ordenaram que o motorista parasse. Ao desobedecer, os agentes seguiram a caminhonete até Águas da Prata, já no interior paulista, onde Marco foi abordado pela PM. Foi nesse momento que ele lembrou de ter esquecido de retirar a placa falsa.
Indiciamento e audiência de custódia
Marco foi indiciado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor e passou por audiência de custódia em São João da Boa Vista. O Ministério Público concordou com a sua liberdade, desde que cumpra medidas cautelares, como não mudar de endereço sem autorização e não frequentar determinados locais.
Versões conflitantes
Inicialmente, Marco alegou que as placas falsas foram colocadas por terceiros, mas depois admitiu ter sido ele próprio quem as instalou. Segundo ele, obteve a placa do 'Poder Legislativo' junto à Prefeitura de Embu das Artes para usufruir de livre circulação, afirmando que o uso dessas placas falsificadas é comum na Grande São Paulo.
Ligação com políticos locais
O pastor Marcos Roberto tem conexões pessoais com os ex-prefeitos de Embu, Ney Santos e Hugo Prado, além do prefeito atual, Daniel Plana Bogalho. Nas redes sociais, são compartilhadas fotos dele ao lado dos políticos.
Posicionamentos e desdobramentos
O advogado de Marco afirmou que se manifestará nos autos do processo, enquanto as prefeituras de Taboão e Embu foram procuradas para comentar o caso. Marco, que é chefe de gabinete em Taboão da Serra, recebe um salário mensal de mais de R$ 15 mil.
Fonte: https://g1.globo.com



