O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não comparecerá à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde seu depoimento estava agendado para segunda-feira (23). A informação foi confirmada por um dos advogados do banqueiro, Roberto Podval.
Decisão respaldada pelo STF
A decisão de não comparecer à comissão parlamentar baseia-se em um despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que Vorcaro não é obrigado a comparecer aos depoimentos agendados. Além da CPMI do INSS, o banqueiro também tinha uma oitiva marcada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no dia seguinte, na qual também não é obrigado a comparecer.
Decisões do ministro do STF
O ministro André Mendonça, relator do caso, considera facultativa a presença de Vorcaro nas audiências, devido à sua condição de investigado no processo que apura as fraudes no Banco Master. Mendonça autorizou a Polícia Federal a retomar a investigação do caso e determinou que os dados da quebra de sigilo de Vorcaro sejam compartilhados com a CPMI do INSS.
Cancelamento da ida do banqueiro
O presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, confirmou o cancelamento da ida de Vorcaro à comissão. A pauta da reunião já foi alterada em decorrência dessa decisão. O ministro Mendonça determinou que os dados de quebra de sigilo sejam devolvidos à CPMI, fortalecendo a transparência e a continuidade das investigações.
Desdobramentos e investigações
A Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025, investigou a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília. As fraudes apuradas podem chegar a R$ 17 bilhões, e a Polícia Federal segue atuando no caso. A determinação de Mendonça de enviar os dados de Vorcaro à PF e compartilhá-los com a CPMI é vista como uma vitória da transparência pelo presidente da comissão.



