Enrico Di Vaio, o verdadeiro dono do CRM utilizado pelo empresário Wellington Mazini, faleceu em Santos (SP) enquanto as investigações avançavam. Mazini foi preso e denunciado pelo Ministério Público (MP) por se passar por médico em um hospital de Cananéia (SP) utilizando o registro do profissional.
Uso fraudulento do CRM e descoberta da fraude
O empresário Wellington Mazini utilizou o CRM de Enrico, seu sócio em uma clínica em São Paulo, para realizar exames no hospital em Cananéia. Ele alegou ter agido a mando do médico e receberia R$ 1,5 mil pelo serviço. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) está investigando o caso. A fraude veio à tona quando o falso médico mencionou ter visto a vesícula de uma paciente que na verdade não possuía o órgão. Mazini foi preso em 7 de janeiro e teve um pedido de soltura negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Falecimento de Enrico Di Vaio e desdobramentos
O verdadeiro médico, Enrico Di Vaio, foi velado e enterrado em Santos. A causa de sua morte ainda não foi confirmada. O jornal g1 apurou que a punibilidade de Enrico será extinta no inquérito policial. A Delegacia de Cananéia havia solicitado à Delegacia de Santos para ouvir o médico, mas ainda aguarda resposta sobre o andamento do depoimento.
Ações judiciais e denúncias anteriores
Cinco mulheres atendidas por Mazini entraram com ações judiciais pedindo indenizações por danos morais, alegando terem sido submetidas a exames de ultrassom transvaginal pelo falso médico. Mazini já havia sido acusado anteriormente em Santo Amaro por crimes semelhantes. O Ministério Público o denunciou por estelionato, exercício ilegal da medicina, falsidade material e perigo para a vida, com penas que podem chegar a 13 anos.
Fonte: https://g1.globo.com



