Policiais acusados de matar estudante de medicina com tiro à queima-roupa serão julgados pelo júri popular

2 Tempo de Leitura
G1
Anuncio Agentes de IA – Jornal Digital da Região

A Justiça de São Paulo determinou que os policiais militares Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado, acusados de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, sejam levados a júri popular. A data do julgamento ainda será definida.

O crime ocorreu em novembro de 2024, quando o jovem foi morto com um tiro à queima-roupa disparado no saguão do hotel em que estava hospedado, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

Decisão judicial e reações da família

A decisão de levar os policiais a júri popular foi proferida pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri. Os PMs respondem em liberdade pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificulta a defesa da vítima.

O pai do estudante, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, manifestou alívio com a decisão, porém criticou o fato de os acusados permanecerem soltos, afastados apenas das atividades operacionais, mais de um ano após a morte do filho.

A defesa da família informou que continuará solicitando a prisão preventiva dos policiais e a exclusão deles da corporação, considerando que a liberdade dos acusados representa um risco à ordem pública.

Detalhes do crime e desdobramentos

O estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta foi morto com um tiro à queima-roupa durante uma abordagem policial na madrugada de 20 de outubro de 2024, na Vila Mariana, após dar um tapa no retrovisor de uma viatura.

Os policiais seguiram o estudante até o saguão do hotel, onde ocorreu o disparo fatal. Apesar das versões diferentes apresentadas pelos PMs no boletim de ocorrência, os vídeos da ação contradizem a alegação de resistência à abordagem por parte da vítima.

Após o ocorrido, a família do estudante solicitou a prisão preventiva dos acusados, porém os policiais seguem respondendo ao processo em liberdade, o que tem gerado indignação e cobranças por justiça.

Fonte: https://g1.globo.com

Compartilhe está notícia