Forças cubanas matam 4 pessoas a bordo de lancha registrada na Flórida em incidente polêmico

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© REUTERS/Norlys Perez - Proibido reprodução
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Forças cubanas mataram quatro pessoas e feriram seis a bordo de uma lancha registrada na Flórida que entrou em águas cubanas nessa quarta-feira (25). Agentes abriram fogo contra uma patrulha cubana, informou o governo cubano em um momento de tensões crescentes com os Estados Unidos (EUA). Os feridos receberam atendimento médico, enquanto o comandante da patrulha cubana também ficou ferido, informou o Ministério do Interior de Cuba em comunicado, acrescentando que o caso está sob investigação para esclarecer exatamente o que aconteceu.

Contexto do incidente

O incidente ocorreu no momento em que os Estados Unidos bloquearam praticamente todos os embarques de petróleo para a ilha, aumentando a pressão sobre o governo comunista. Forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas em 3 de janeiro, removendo do poder um importante aliado de Cuba. O senador Marco Rubio reiterou sua retórica contra o governo cubano classificando o status quo de insustentável e dizendo que Cuba precisa mudar 'dramaticamente'.

Histórico de confrontos

Lanchas que contrabandeavam pessoas para fora da ilha já entraram em confronto com as forças cubanas no passado, incluindo um incidente em 2022, em que a patrulha de fronteira cubana matou um suspeito de contrabando. Apesar das relações antagônicas entre Estados Unidos e Cuba, os dois países têm cooperado em questões de tráfico de drogas e contrabando de pessoas no Estreito da Flórida. No entanto, o incidente recente gerou polêmica e desconfiança.

Reações e pedidos de investigação

Políticos da Flórida pediram investigações separadas, dizendo que não confiavam na versão cubana. O procurador-geral da Flórida ordenou uma investigação em conjunto com outras autoridades. O deputado Carlos Gimenez solicitou ao Departamento de Estado e às Forças Armadas dos EUA uma investigação detalhada para esclarecer o ocorrido e determinar se havia cidadãos americanos entre as vítimas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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