Um policial militar aposentado foi preso em São Paulo durante uma operação da Corregedoria da PM que investigava lavagem de dinheiro entre a empresa de ônibus Transwolff e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a ação, o sargento Nereu Aparecido Alves foi encontrado com quase R$ 1,2 milhão em uma mala. Ele alega que o dinheiro pertencia a um empresário para o qual prestava serviços de segurança e não tinha relação com o caso em questão.
Versão do PM e defesa
De acordo com a defesa de Nereu, o policial afirmou em interrogatório que o valor encontrado com ele não tinha ligação com a Transwolff, empresa envolvida na investigação, e que pertencia ao empresário Ricardo Barnabé, para quem trabalhava como segurança há mais de um ano. A defesa ressaltou a inocência de Nereu e destacou que ele não tinha conhecimento das irregularidades que estavam sendo investigadas de forma sigilosa.
Operação Fim da Linha
As prisões dos policiais ocorreram no âmbito da Operação Fim da Linha, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público. Além de lavagem de dinheiro, a operação investiga crimes como fraude em licitações públicas e organização criminosa. A Transwolff é apontada como favorecedora do PCC.
Investigações em andamento
O inquérito sobre o caso está em andamento, sob segredo de Justiça, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A operação revelou indícios de que o aumento de capital da Transwolff poderia ter origem ilícita, envolvendo 'laranjas' e 'CNPJs fantasmas' para ocultar a origem dos recursos. A Prefeitura de São Paulo iniciou um processo de rescisão dos contratos com a empresa.
Fonte: https://g1.globo.com



