Sequenciamento genético no SUS agiliza diagnóstico de doenças raras no Brasil

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Agência Brasil
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Doenças raras afetam um pequeno percentual da população, sendo em sua maioria de origem genética. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a disponibilidade de um exame de sequenciamento genético do exoma para atender 90% dos casos de brasileiros que necessitam de um diagnóstico preciso e oportuno. Essa medida tem como objetivo reduzir o tempo de espera para obter o laudo, o que é um dos principais desafios enfrentados pelas famílias que lidam com doenças raras.

O papel do sequenciamento de exoma no diagnóstico de doenças raras

O sequenciamento de exoma é um teste genético avançado que analisa a região codificante do DNA, correspondente a cerca de 1 a 2% do genoma humano. A importância desse exame reside no fato de que essa pequena parte do DNA contém 85% das mutações responsáveis por doenças raras. Por meio desse exame, é possível identificar precocemente essas condições, possibilitando o planejamento de tratamentos específicos e a prevenção de riscos genéticos para futuras gerações. Anteriormente, o tempo médio para obtenção de um diagnóstico era de sete anos, mas com o sequenciamento genético do exoma, esse prazo foi reduzido para seis meses.

A realidade das doenças raras no Brasil

No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas vivam com uma das 7 mil doenças raras catalogadas, sendo mais de 70% delas de origem genética. Natan Monsores de Sá, coordenador-geral de doenças raras do Ministério da Saúde, destaca a importância da implantação desse exame no Sistema Único de Saúde (SUS) como um avanço significativo na área da saúde. Ele ressalta a necessidade de infraestrutura tecnológica e profissionais capacitados para garantir o sucesso dessa iniciativa, que demanda alta complexidade e tecnologia.

Investimento e ampliação do acesso ao exame no SUS

Para viabilizar a oferta do exame de sequenciamento genético do exoma em todo o país, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 26 milhões por ano. Com isso, espera-se ampliar o acesso dos pacientes do SUS a essa tecnologia, que anteriormente tinha um custo de até R$ 5 mil por paciente na rede privada. Agora, com a gratuidade do exame no SUS, mais famílias terão a oportunidade de obter um diagnóstico preciso e rápido para as doenças raras que afetam suas vidas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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