Ministro do STF afasta prefeito e vice de Macapá por suspeita de desvio de verba

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© Gustavo Moreno/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e seu vice, Mario Neto, por um prazo inicial de 60 dias, devido a investigações por suspeita de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal.

Operação Paroxismo e Investigação

Nesta quarta-feira (4), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Paroxismo, com 13 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém e Natal. O ministro Dino justificou o afastamento, alegando que a permanência dos investigados nos cargos poderia comprometer a elucidação dos fatos, permitindo a manipulação de elementos probatórios.

Indícios de Fraude e Movimentação Financeira Suspeita

A PF identificou indícios de fraude na licitação que contratou a empresa Santa Rita Engenharia Ltda por cerca de R$ 70 bilhões. A proposta da empresa coincidia com o orçamento da prefeitura, levantando suspeitas. Após o contrato, os sócios realizaram saques milionários, sem reinserção no circuito bancário.

Transporte de Valores e Transferências Suspeitas

Parte dos recursos foi transportada em veículos do prefeito Furlan, além de transferências para contas de sua ex-esposa e atual companheira. Dino autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas envolvidas, incluindo a secretária municipal de Saúde e o presidente da Comissão de Licitação.

Desdobramentos e Competência do STF

Além do afastamento do prefeito, vice e outros envolvidos, o ministro Dino acatou um pedido da PF para que o caso seja investigado pelo STF. Ele apontou conexões com outra investigação sobre transferências especiais envolvendo um Senador e um Deputado Federal amapaenses no valor de mais de R$ 120 milhões.

A Agência Brasil busca contato com as defesas dos citados e aguarda manifestações sobre o caso.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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