A defesa de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar à Polícia Federal (PF) a apresentação de informações que embasaram o pedido de prisão preventiva efetuado durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.
Detalhes do Pedido
Os advogados de Vorcaro argumentaram que não tiveram acesso prévio aos elementos que fundamentaram a prisão e requereram informações sobre os aspectos mencionados na sentença do ministro André Mendonça do STF. Esses aspectos estão relacionados a possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por uma organização criminosa.
Solicitações Específicas
A defesa detalhou que solicitou informações sobre as datas das mensagens atribuídas a Vorcaro, o suposto grupo de trocas de mensagens chamado 'A Turma', bem como a suposta participação do banqueiro nesse grupo. Além disso, foram requeridos detalhes sobre as invasões de sistemas públicos, remoções de conteúdo em plataformas digitais, bloqueio de valores em contas e pagamentos para manter uma estrutura de vigilância e intimidação.
Investigações em Andamento
Segundo a PF, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e contador informal do grupo, era responsável por efetuar os pagamentos. Um dos beneficiários dessas transações era Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou Sicário, descrito como responsável por atividades de obtenção de informações sigilosas e monitoramento de pessoas.
Mourão foi detido em Minas Gerais e, após uma tentativa de autoextermínio, encontra-se em estado grave com suspeita de morte cerebral. As investigações apontam que ele recebia pagamentos mensais significativos por suas atividades.
Histórico de Prisões
Vorcaro já havia sido preso anteriormente durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, em 2025, por questões relacionadas à emissão de títulos de crédito falsos. Após ser solto por determinação do Tribunal Regional Federal, ele e seus sócios foram obrigados a usar tornozeleiras eletrônicas e tiveram restrições em relação a suas atividades e contatos.



