O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 4 de abril, prazo limite previsto na legislação eleitoral para quem pretende disputar as eleições de 2026. No entanto, Alckmin permanecerá no cargo de vice-presidente, já que a regra de desincompatibilização não se aplica à vice-presidência.
Acordo Mercosul-UE e desafios políticos futuros
Em clima de despedida do cargo, Alckmin participou da apresentação dos números da balança comercial de fevereiro, destacando a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Ele ressaltou que o tratado deve entrar em vigor em maio, após a ratificação pelo Congresso Nacional. Além disso, o acordo prevê salvaguardas para proteger a indústria nacional.
Portal Único de Comércio Exterior
Alckmin também mencionou os avanços no Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex), destacando que o sistema já responde por cerca de 50% das operações de importação brasileiras. A expectativa é que a plataforma esteja totalmente implementada até o fim do ano, o que pode gerar uma redução de custos significativa para as empresas que operam no comércio exterior.
Futuro político e possíveis cenários
O futuro político de Alckmin ainda é tema de negociações. A possibilidade de disputar a vice-presidência na chapa de Lula, o governo de São Paulo ou uma vaga ao Senado pelo estado estão em discussão. As negociações também envolvem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como possível candidato ao governo paulista. A definição deve ocorrer nos próximos meses, conforme as alianças e candidaturas nos estados forem sendo consolidadas.



