A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Heitor Rabelo Stetner, investigado pelo acidente que resultou na morte do corretor de imóveis Matheus Helfstein, de 20 anos, ocorrido em setembro do ano passado na Rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos. A decisão, proferida nesta terça-feira (14), permite que o suspeito responda ao processo em liberdade, sob o cumprimento de medidas cautelares.
O caso, que chocou a comunidade local pela brutalidade das circunstâncias, agora segue para as próximas fases processuais com o réu fora da custódia, após ter sido detido desde outubro do ano anterior.
Argumentos para a Libertação e Reações Judiciais
Durante a audiência realizada em São José dos Campos, a defesa de Heitor Rabelo Stetner solicitou a revogação da prisão preventiva. Entre os argumentos apresentados, destacou-se a necessidade de o acusado prover cuidados a seu filho, que possui necessidades especiais, e a sua manifesta colaboração com as autoridades judiciais desde o início das investigações.
Em contrapartida, o Ministério Público se posicionou veementemente contra o pedido, defendendo a manutenção da prisão. A acusação argumentou que existia um risco considerável de o réu deixar o país e que não surgiram fatos novos que justificassem uma alteração da decisão de custódia anteriormente estabelecida. No entanto, o juiz Luiz Fellippe de Souza Marino, da Vara do Júri e Execuções Criminais, acolheu o pleito da defesa.
Com a concessão da liberdade provisória, Heitor Rabelo Stetner deverá cumprir determinações judiciais específicas, incluindo o comparecimento mensal em juízo. O advogado Cristiano Joukhadar, responsável pela defesa, comunicou que a decisão foi recebida com serenidade e optou por não emitir mais declarações sobre o assunto no momento.
A Dinâmica do Acidente Fatal na Dutra
O trágico acidente que vitimou Matheus Helfstein, de apenas 20 anos, ocorreu em 28 de setembro do ano passado, por volta das 5h30, no quilômetro 148 da Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo, em São José dos Campos. Matheus era passageiro de um Honda Fit cinza, conduzido por um motorista de aplicativo de 44 anos, quando o veículo se envolveu em uma colisão traseira com uma BMW/120I prata, dirigida por Heitor, então com 37 anos.
A violência do impacto foi tal que o jovem corretor de imóveis foi ejetado do Honda Fit. Após ser lançado para fora do carro, Matheus foi fatalmente atropelado por outros dois veículos que transitavam pela via. Ele veio a óbito no local do acidente. O motorista do aplicativo, que estava no mesmo veículo, sobreviveu à colisão e foi prontamente socorrido com vida.
Após o incidente, o motorista da BMW foi conduzido à delegacia para prestar depoimento e realizar o exame de etilômetro, que não detectou consumo de bebida alcoólica. Ele foi liberado na ocasião. O caso foi registrado pela polícia como homicídio culposo na direção de veículo automotor. À época, a Uber, empresa do aplicativo de transporte, lamentou o ocorrido e informou que todas as viagens na plataforma contam com seguro, oferecendo apoio à família da vítima.
Próximos Passos no Processo Judicial
Com a recente decisão de soltura, o processo que apura as circunstâncias da morte de Matheus Helfstein segue em andamento, mas com o réu em liberdade provisória. A investigação e as etapas subsequentes buscarão esclarecer todos os pormenores do acidente e determinar a responsabilidade penal. A família da vítima e a sociedade aguardam o desfecho de um caso que ressalta a importância da segurança no trânsito e as complexidades do sistema judicial.
Fonte: https://g1.globo.com



