A Marcha do Orgulho Trans de São Paulo, realizada anualmente desde 2018, não acontecerá em 2026. O anúncio foi feito pelo Instituto SSEX BBOX, responsável pela organização do evento, que informou estar encerrando seu ciclo à frente da iniciativa.
Em comunicado, a entidade afirmou que a decisão reflete as transformações vividas pela comunidade trans nos últimos anos e a necessidade de repensar formas de mobilização e representação. Segundo o instituto, o movimento hoje conta com diversos outros eventos liderados por pessoas trans, ampliando os espaços de visibilidade e celebração da diversidade.
A Marcha costumava ocorrer na mesma semana da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para o próximo dia 7 de junho. Apesar da suspensão da edição deste ano, o Instituto SSEX BBOX informou que abrirá inscrições para que outras organizações possam assumir a coordenação do evento nos próximos anos.
Além das mudanças no cenário do movimento, a questão financeira também pesou na decisão. O fundador da entidade, Lyon Adryan Ror, destacou que houve redução significativa dos patrocínios destinados a iniciativas LGBTQIA+, especialmente de empresas norte-americanas.
A queda nos investimentos também atingiu a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo. Segundo a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), a receita com patrocinadores caiu cerca de 60% neste ano, impactando não apenas a realização do evento, mas também projetos sociais e culturais mantidos pela entidade.
Mesmo diante das dificuldades, a Parada LGBT+ será realizada e contará com atrações como Gloria Groove, Pepita, Diego Martins e Melody. Alguns artistas anunciaram que abrirão mão de seus cachês como forma de apoio à manifestação.
Com o tema “30 Anos Parada SP: A Rua Convoca, a Urna Confirma”, a edição de 2026 pretende destacar a importância da participação política, da mobilização popular e da ocupação dos espaços públicos como instrumentos de cidadania, diversidade e inclusão.
Fonte: ABN



