PCC e Comando Vermelho passam a ser classificados como organizações terroristas pelos EUA

EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, ampliando sanções, fiscalização financeira e possíveis impactos na cooperação com o Brasil

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Uma decisão do governo dos Estados Unidos entra em vigor nesta sexta-feira (5) e pode trazer reflexos para a segurança pública, o sistema financeiro e as relações diplomáticas com o Brasil. As facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passam a integrar oficialmente a lista de organizações terroristas do governo americano.

A medida foi anunciada pela administração do presidente Donald Trump e amplia os instrumentos legais disponíveis para as autoridades dos EUA no combate aos grupos. Com a nova classificação, integrantes, financiadores e pessoas ou empresas que prestem qualquer tipo de apoio às facções poderão ser alvo de investigações, sanções e restrições previstas na legislação antiterrorismo americana.

Especialistas avaliam que a decisão pode aumentar a fiscalização sobre bancos e empresas brasileiras com operações ligadas ao mercado norte-americano. Caso sejam identificadas movimentações financeiras associadas às facções, instituições poderão sofrer punições e até bloqueio de ativos sob jurisdição dos Estados Unidos.

Outro efeito apontado por analistas é a possibilidade de impactos na cooperação internacional de combate ao crime organizado. O diretor acadêmico do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Feliciano Guimarães, alerta que a mudança pode dificultar o compartilhamento de informações entre órgãos de segurança dos dois países, especialmente em investigações relacionadas ao PCC e ao CV.

Apesar da decisão americana, nada muda na legislação brasileira. As duas facções continuam sendo enquadradas no Brasil como organizações criminosas, sem o status jurídico de grupos terroristas.

A medida reforça a pressão internacional sobre o crime organizado transnacional e abre uma nova etapa nas relações de cooperação e segurança entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: G1

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