Milhares de mulheres lésbicas e bissexuais participaram, neste sábado, da 24ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, realizada na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu organizações de defesa dos direitos LGBTQIA+ para denunciar a lesbofobia, a bifobia e outras formas de violência que atingem essas mulheres em diferentes espaços da sociedade.
Um dos principais temas da manifestação foi a lembrança dos dez anos da morte de Luana Barbosa dos Reis, mulher negra, lésbica e moradora da periferia de Ribeirão Preto. Ela morreu após uma abordagem policial, em 2016, caso que continua sendo apontado por familiares e movimentos sociais como símbolo da luta contra a violência institucional e pela busca de justiça.
Durante o evento, participantes destacaram problemas recorrentes enfrentados por mulheres lésbicas e bissexuais, como discriminação em locais públicos, invisibilidade de seus relacionamentos, assédio, violência verbal e dificuldades no acesso a serviços de saúde preparados para atender suas demandas específicas.
Relatos de participantes também mostraram os desafios vividos dentro das próprias famílias e comunidades, especialmente em ambientes conservadores. Muitas afirmam que o preconceito ainda limita a liberdade de expressão afetiva e dificulta o acesso a informações sobre saúde e sexualidade.
A caminhada reforçou a defesa dos direitos humanos, da diversidade e da igualdade, além de cobrar políticas públicas voltadas à proteção e ao reconhecimento das mulheres lésbicas, bissexuais e demais integrantes da comunidade LGBTQIA+.
Fonte: ABN
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