O que une as tragédias do rope jump e dos helicópteros no Rio?

Tragédias em Limeira e no Rio revelam como falhas na fiscalização e operações irregulares podem custar vidas

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A morte de uma jovem durante um salto de rope jump em Limeira e a colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro expõem uma mesma ferida: a fragilidade da fiscalização diante de atividades que operam à margem das regras.

No interior paulista, uma mulher de 21 anos morreu após ser lançada de uma ponte sem que as cordas estivessem devidamente presas às suas pernas. Os organizadores do salto atuavam em uma área irregular, sem empresa formal, autorização ou garantias mínimas de segurança. Três responsáveis tiveram a prisão convertida em preventiva e devem responder por homicídio com dolo eventual.

No Rio, seis pessoas morreram após a colisão de dois helicópteros. A Agência Nacional de Aviação Civil investiga a suspeita de que uma das aeronaves realizasse transporte clandestino, hipótese que pode ter contribuído para o descumprimento de protocolos de tráfego aéreo.

Apesar das diferenças entre os casos, o ponto em comum é preocupante: a combinação entre omissão do poder público, brechas de fiscalização e operadores dispostos a ignorar normas em nome do lucro. Quem contrata esses serviços, muitas vezes atraído pelo preço mais baixo ou pela falsa sensação de normalidade, nem sempre tem dimensão dos riscos envolvidos.

Regulação e fiscalização não existem para sufocar a atividade econômica. Elas são instrumentos criados para proteger vidas, estabelecer responsabilidades e impedir que a busca pelo ganho financeiro se sobreponha à segurança. Quando falham, o resultado pode ser irreversível.

As vítimas dessas tragédias tinham histórias distintas. O que as une é o fato de terem confiado em serviços que, ao que tudo indica, funcionavam no limite — ou completamente fora — das regras que deveriam existir justamente para evitar desfechos como esses.

Fonte: IG Notícias

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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