‘Purple Drank’: mistura viral entre adolescentes pode causar overdose e até levar à morte

Mistura de medicamentos e álcool conhecida como “purple drank” preocupa especialistas por risco de overdose, dependência e morte entre adolescentes.

2 Tempo de Leitura
Highlights
  • Drank, Lean, Overdose, Codeína, Adolescentes, Intoxicação, Dependência, Saúde, UTI, Alerta

A popularização do “purple drank”, também conhecido como “lean”, voltou a acender o alerta entre especialistas após um adolescente de 15 anos ser internado em estado grave no Ceará. A bebida, que combina medicamentos com álcool ou refrigerantes, pode provocar intoxicações severas, dependência química e até levar à morte.

O caso ocorreu em Fortaleza, onde o estudante precisou ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após consumir uma mistura de gin com diversos medicamentos, incluindo anti-histamínicos e analgésicos. Segundo os médicos, o jovem apresentou sonolência extrema, desorientação e dificuldade de locomoção, permanecendo mais de 30 horas desacordado.

Especialistas explicam que o risco está na combinação de substâncias que deprimem o sistema nervoso central. O álcool potencializa os efeitos sedativos dos medicamentos, podendo causar redução da consciência, desaceleração da respiração e, em situações mais graves, parada respiratória.

Originado nos Estados Unidos e popularizado por artistas do rap e do hip-hop, o “purple drank” ganhou espaço nas redes sociais, onde vídeos e conteúdos relacionados à bebida têm atraído a atenção de adolescentes. Médicos alertam que a falsa impressão de segurança, por envolver medicamentos, contribui para o aumento dos casos de intoxicação.

Entre os principais sinais de alerta estão sonolência excessiva, fala arrastada, confusão mental, tontura, respiração lenta, desmaios e convulsões. Em caso de suspeita de intoxicação, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e acionar os serviços de emergência.

Além do risco de overdose, o uso frequente pode provocar dependência, especialmente quando envolve substâncias opioides, como a codeína, cuja venda no Brasil exige prescrição médica.

Fonte: IG Notícias

 

 

 

 

 

 

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia