Após mais de três meses de confrontos intensos, Israel e o Hezbollah chegaram a um acordo de cessar-fogo, segundo fontes ligadas ao governo dos Estados Unidos e representantes diplomáticos do Golfo. A trégua teria entrado em vigor nesta sexta-feira (19), em uma tentativa de reduzir a escalada de violência na fronteira entre Israel e o Líbano.
As negociações envolveram mediação dos Estados Unidos, Catar e Irã, em um esforço para conter o agravamento da crise regional e preservar acordos diplomáticos recentes relacionados ao Oriente Médio.
Apesar do anúncio, a estabilidade do entendimento foi colocada em dúvida poucas horas depois. A Agência Nacional de Informação do Líbano informou que novos ataques israelenses atingiram áreas do sul do país, incluindo a cidade de Sejoud.
Antes da suposta entrada em vigor do cessar-fogo, bombardeios israelenses já haviam deixado dezenas de mortos no território libanês, segundo autoridades locais. Israel afirmou que as operações militares foram uma resposta a supostas violações do acordo por parte do Hezbollah e a ataques que resultaram na morte de soldados israelenses.
As Forças Armadas israelenses também divulgaram um mapa indicando a manutenção de uma zona de segurança próxima à fronteira com o Líbano, medida que considera estratégica para proteger comunidades no norte do país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou que o país continuará reagindo a qualquer ameaça contra seu território ou suas forças militares. Até o momento, nem Israel nem o Hezbollah divulgaram comunicados oficiais detalhando os termos do acordo anunciado pelas fontes diplomáticas.
O cenário permanece instável, e a efetividade do cessar-fogo dependerá do cumprimento dos compromissos assumidos por ambas as partes nos próximos dias.
Fonte: IG Notícias
Israel divulga mapa com ‘zona de segurança’ no sul do Líbano, em vermelho




