Pterossauro encontrado no Ceará preservou tecidos por 113 milhões de anos, revela estudo

Quando a ciência desvenda segredos preservados desde a era dos dinossauros.

2 Tempo de Leitura
Highlights
  • Pterossauro, Bacia do Araripe, Fóssil, Paleontologia, Cretáceo, Ciência, UFRJ, Descoberta
Campanha de adoção de pets

Uma descoberta científica liderada por pesquisadores de quatro países lançou nova luz sobre os mecanismos de fossilização e preservação da vida pré-histórica. Um estudo publicado na revista científica iScience identificou como tecidos moles e até moléculas orgânicas extremamente frágeis conseguiram permanecer preservados por cerca de 113 milhões de anos em um pterossauro encontrado na Bacia do Araripe, no Ceará.

A pesquisa reuniu especialistas do Brasil, Austrália, Alemanha e Estados Unidos e revelou que bactérias oxidantes de enxofre tiveram papel fundamental na rápida mineralização do animal após sua morte. Esse processo criou condições excepcionais que impediram a degradação dos tecidos e permitiram uma preservação tridimensional rara no registro fóssil.

Utilizando técnicas avançadas de tomografia 3D, microscopia eletrônica, geoquímica isotópica e espectrometria de massa, os cientistas identificaram pela primeira vez vestígios de esteroides preservados em um pterossauro. A descoberta pode fornecer novas pistas sobre a alimentação desses antigos répteis voadores, que provavelmente consumiam peixes e lulas.

Segundo os pesquisadores, a decomposição inicial do animal gerou um ambiente químico favorável ao desenvolvimento de microrganismos específicos. Esses organismos desencadearam uma sequência de processos minerais que selaram rapidamente o fóssil, protegendo tecidos e biomoléculas que normalmente desapareceriam em poucos dias.

O exemplar estudado pertence ao grupo Anhangueridae, formado por pterossauros de grande porte que viveram durante o período Cretáceo. De acordo com os cientistas, o animal possuía aproximadamente oito metros de envergadura e fazia parte dos primeiros vertebrados capazes de realizar voo motorizado.

Além do avanço científico, o estudo reforça a importância da Bacia do Araripe como um dos mais relevantes sítios fossilíferos do planeta. A região continua revelando informações valiosas sobre a vida na Terra há mais de 100 milhões de anos e consolidando o Brasil como referência mundial em pesquisas paleontológicas.

ou + Agro

Bacia do Araripe:  um dos mais relevantes sítios fossilíferos do planeta

Fonte: ABN

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
Compartilhe está notícia