
Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Unesp em parceria com o IGTPAN promete transformar a umidade do ar em água potável de forma sustentável e de baixo custo. O sistema utiliza polímeros produzidos a partir de resíduos têxteis reciclados capazes de capturar vapor d’água e convertê-lo em água líquida.
O equipamento funciona por meio de módulos chamados hidrocélulas, que atuam como “esponjas” de alta eficiência. Em testes, o protótipo chegou a produzir entre 4 e 6 litros de água por dia, com consumo energético reduzido e possibilidade de uso de energia solar.
A tecnologia se destaca pelo uso de economia circular, reaproveitando fibras sintéticas descartadas na indústria têxtil para gerar um polímero superabsorvente altamente eficiente. Além disso, o sistema também reaproveita subprodutos químicos do processo, reduzindo impactos ambientais.
Segundo os pesquisadores, o custo de produção do material é significativamente menor do que outras tecnologias semelhantes, como os MOFs, que são caros e difíceis de escalar. O novo sistema também apresentou alta estabilidade, podendo operar por mais de 2.500 ciclos de uso.
A proposta é oferecer uma solução viável para regiões com escassez hídrica, incluindo áreas áridas e grandes cidades com baixa disponibilidade de água, com possibilidade de expansão para comunidades isoladas.

À esquerda, confecção das placas poliméricas contendo PANSAP minado
sobre matriz de juta e posterior encapsulamento em estrutura metálica
para formação do módulo adsorvente; à direita, PANSAP em forma granular
Fonte: Agência Fapesp




