
Mesmo com cerca de 40 mil votos ainda pendentes de contagem, a diferença superior a 43 mil votos torna matematicamente impossível uma mudança no resultado final. Até a madrugada desta quarta-feira (24), Fujimori registrava 9,2 milhões de votos, consolidando a liderança na disputa presidencial.
Apesar do cenário favorável à adversária, Roberto Sánchez rejeitou o resultado parcial e afirmou que houve irregularidades no processo eleitoral. Em entrevista coletiva, o candidato acusou a autoridade eleitoral peruana e a campanha de Fujimori de promoverem uma suposta fraude, especialmente na contabilização dos votos de peruanos residentes no exterior.
Os votos do exterior tiveram peso decisivo na reta final da apuração. Enquanto Sánchez mantém pequena vantagem dentro do território peruano, Fujimori conquistou ampla maioria entre os eleitores que vivem fora do país, revertendo o quadro e assumindo a liderança.
A campanha de Sánchez apresentou recursos para tentar invalidar parte dos votos estrangeiros, alegando problemas administrativos no processo eleitoral. Especialistas em direito eleitoral, porém, consideram que os pedidos não possuem respaldo jurídico suficiente para alterar o resultado da eleição.
No Congresso, o partido Fuerza Popular, de Keiko Fujimori, conquistou a maior bancada legislativa. Já o Juntos por el Perú, legenda de Roberto Sánchez, garantiu a segunda maior representação parlamentar. Ambos os grupos aguardam a conclusão oficial da apuração para os próximos desdobramentos políticos no país.

A candidata à Presidência do Peru Keiko Fujimori
durante comício em Lima no dia 9 de abril de 2026
Fonte: G1




