Relatório aponta que 86% das vítimas de ações policiais em 2025 eram negras

Os dados revelam uma realidade que desafia a segurança pública e o debate sobre igualdade.

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No ano passado, número de óbitos aumentou 6,4% na comparação com 2024
Highlights
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Um levantamento da Rede de Observatórios, em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), revela que 86,3% das pessoas mortas em ações policiais nos nove estados analisados em 2025 eram negras. O estudo também mostra que a letalidade policial cresceu 6,4% em relação ao ano anterior.

Ao todo, foram registradas 4.330 mortes decorrentes de intervenções policiais nos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Desse total, 3.104 vítimas eram pretas ou pardas. Além disso, quase 65% tinham até 29 anos de idade, incluindo 310 crianças e adolescentes.

Segundo os pesquisadores, homens jovens e negros continuam sendo os principais alvos da violência policial. O relatório aponta que pessoas negras têm, em média, quatro vezes mais chances de morrer em ações policiais do que pessoas brancas. Em Pernambuco, essa probabilidade chega a ser 11 vezes maior, enquanto no Rio de Janeiro é seis vezes superior.

O estudo também destaca o crescimento da atuação de facções criminosas nas regiões Norte e Nordeste como um dos fatores que influenciam o aumento da violência. Entre os estados analisados, Maranhão, Pará, Ceará e São Paulo registraram os maiores índices de letalidade policial desde 2019.

Os pesquisadores ainda apontam dificuldades na coleta de informações sobre raça e cor das vítimas em alguns estados, o que, segundo eles, compromete a compreensão completa do fenômeno.

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Em resposta, as secretarias de Segurança Pública que se manifestaram afirmaram que as operações policiais seguem critérios técnicos, legais e operacionais, com foco na preservação da vida. Os governos também destacaram investimentos em inteligência, capacitação dos agentes e aperfeiçoamento dos protocolos para reduzir confrontos e ampliar a eficiência das ações de segurança pública.

Fonte: ABN

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