
O número de casos de ceratocone tem aumentado no Brasil, reforçando a importância do diagnóstico precoce para evitar a progressão da doença e preservar a qualidade da visão. Dados do Ministério da Saúde apontam que os atendimentos relacionados ao problema cresceram 77,6% entre 2023 e 2025, passando de 18.026 para 32.018 registros.
O ceratocone é uma doença que provoca a deformação da córnea, fazendo com que ela perca seu formato arredondado e adquira uma aparência cônica. Essa alteração compromete a nitidez da visão, causando imagens borradas e distorcidas, além de sintomas como dores de cabeça frequentes, sensibilidade à luz e coceira nos olhos.
A doença é mais comum entre adolescentes e adultos jovens, especialmente na faixa dos 10 aos 30 anos. Segundo especialistas, fatores genéticos e o hábito de coçar os olhos — frequentemente associado a alergias como rinite, conjuntivite alérgica, dermatite atópica e asma — estão entre os principais fatores de risco.
De acordo com o oftalmologista Samir El Faro, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), exames como topografia e paquimetria da córnea são fundamentais para confirmar o diagnóstico e definir o tratamento mais adequado.
Quando identificada nas fases iniciais, a doença pode ser controlada com óculos, lentes de contato especiais e procedimentos como o crosslinking, que fortalece a córnea e impede a evolução do quadro. Em casos moderados, o implante do Anel de Ferrara ajuda a regularizar a curvatura da córnea. Já nos estágios mais avançados, pode ser necessário o transplante de córnea.

Especialistas reforçam que procurar atendimento oftalmológico ao perceber alterações na visão é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento e evitar complicações que possam comprometer permanentemente a saúde ocular.
Fonte: Agência SP



