Padre excomungado diz que grupo ultraconservador poderá voltar à Igreja com um novo papa

Tradição, fé e um futuro ainda em aberto

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Fotografia mostra a tonsura do bispo francês Michel Poinsinet de Sivry durante a consagração cismática de bispos pela Sociedade de São Pio X (SSPX)
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  • Fraternidade São Pio X, Papa Leão, Vaticano, excomunhão, Bento XVI, Igreja Católica, Georg Kopf, Marcel Lefebvre, bispos, tradição, cisma, missa em latim
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Um dos líderes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X afirmou neste domingo (5) que acredita na reconciliação do grupo com a Igreja Católica sob o comando de um futuro pontífice. A declaração foi feita poucos dias após a fraternidade ser excomungada por ordenar quatro bispos sem a autorização do Papa Leão.

Durante uma missa na cidade de Wil, na Suíça, o padre Georg Kopf disse aos fiéis que espera que um novo papa siga o caminho adotado por Bento XVI, que em 2009 suspendeu a excomunhão imposta aos bispos ordenados irregularmente no fim da década de 1980.

“Um dia haverá outro papa que abrirá a porta e nos receberá de volta. Assim como fez Bento XVI”, afirmou o sacerdote. Segundo ele, a fraternidade continua fiel à Igreja e não pretende criar uma instituição paralela.

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada em 1970 pelo arcebispo francês Marcel Lefebvre, defende a preservação da liturgia tradicional em latim e critica reformas promovidas pela Igreja Católica após o Concílio Vaticano II. O grupo também rejeita o diálogo formal com outras religiões e acusa a Igreja de ter se afastado da tradição.

Na última quarta-feira (1º), quatro bispos foram ordenados sem a autorização do Papa Leão, decisão considerada uma grave violação do direito canônico e que resultou na excomunhão automática dos envolvidos.

O Vaticano informou que buscou diálogo com a fraternidade antes das ordenações, mas ressaltou que a consagração episcopal sem aprovação da Santa Sé representa um rompimento com a disciplina da Igreja.

Apesar da punição, Georg Kopf afirmou que as ordenações não tiveram o objetivo de provocar um cisma. Segundo ele, a decisão foi tomada “por amor à Igreja e ao papa”, com o propósito de garantir a continuidade da missão religiosa do grupo.

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Esta não é a primeira ruptura entre a Fraternidade São Pio X e o Vaticano. Em 1988, o fundador Marcel Lefebvre também ordenou quatro bispos sem autorização do então Papa João Paulo II, provocando a excomunhão dos envolvidos. A punição foi suspensa em 2009 por Bento XVI, em uma tentativa de promover a reconciliação entre as partes.

Vaticano excomunga bispos de grupo ultraconservador

Fonte: G1

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