
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, já deixaram 3.811 mortos, segundo o balanço mais recente das autoridades. Para mapear os deslocamentos do terreno, a ESA utilizou dados dos satélites Sentinel-1, do programa europeu Copernicus, que empregam tecnologia de radar para detectar alterações milimétricas na superfície terrestre.
Divulgação/NASA Earthdata GIS
Os cientistas compararam imagens obtidas seis dias antes dos terremotos com registros feitos um dia após os abalos. O resultado foi um interferograma, mapa que evidencia as deformações do solo por meio de faixas coloridas. Quanto maior o número de faixas entre dois pontos, maior o deslocamento registrado.
A maior deformação foi identificada na região do epicentro, acompanhando o sistema de falhas de San Sebastián, uma das principais estruturas tectônicas do norte da Venezuela. Segundo a ESA, o deslocamento acumulado chegou a cerca de 30 centímetros.
Os pesquisadores ressaltam que esse valor não representa apenas um movimento vertical do terreno. Durante um terremoto, a superfície pode subir, afundar, deslocar-se lateralmente ou apresentar uma combinação desses movimentos. Novas análises e medições em campo serão necessárias para determinar com precisão a dinâmica da deformação.
Enquanto isso, as equipes de resgate permanecem concentradas na resposta à tragédia humanitária, marcada por edifícios destruídos, milhares de desaparecidos e uma extensa operação de socorro.

Para apoiar os trabalhos de recuperação, agências espaciais e centros internacionais de monitoramento compartilham dados de satélite com as autoridades venezuelanas. A NASA também ativou seu Sistema de Coordenação de Resposta a Desastres para identificar áreas de maior risco e auxiliar no planejamento das ações de emergência.
Imagens de satélite mostram que terremotos na Venezuela deformaram a crosta terrestre
Divulgação/International Federation of Digital Seismograph Networks






