Satélites revelam deformação da crosta após terremotos na Venezuela

A ciência revela a força da natureza e ajuda na reconstrução.

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Terremotos na Venezuela deformaram a superfície da crosta terrestre Divulgação/Illustration courtesy of Copernicus Sentinel/ESA
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Imagens de satélite mostram que terremotos na Venezuela deformaram a crosta terrestre
Divulgação/European Union, Copernicus Emergency Management Service Data
Imagens divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA) revelam a dimensão dos impactos provocados pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho. Os registros de satélite mostram que a crosta terrestre sofreu deformações de até 30 centímetros na região mais afetada pelos abalos, evidenciando a força do fenômeno geológico.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, já deixaram 3.811 mortos, segundo o balanço mais recente das autoridades. Para mapear os deslocamentos do terreno, a ESA utilizou dados dos satélites Sentinel-1, do programa europeu Copernicus, que empregam tecnologia de radar para detectar alterações milimétricas na superfície terrestre.

Imagens de satélite mostram que terremotos na Venezuela deformaram
a crosta terrestre

Divulgação/NASA Earthdata GIS 

Os cientistas compararam imagens obtidas seis dias antes dos terremotos com registros feitos um dia após os abalos. O resultado foi um interferograma, mapa que evidencia as deformações do solo por meio de faixas coloridas. Quanto maior o número de faixas entre dois pontos, maior o deslocamento registrado.

A maior deformação foi identificada na região do epicentro, acompanhando o sistema de falhas de San Sebastián, uma das principais estruturas tectônicas do norte da Venezuela. Segundo a ESA, o deslocamento acumulado chegou a cerca de 30 centímetros.

Os pesquisadores ressaltam que esse valor não representa apenas um movimento vertical do terreno. Durante um terremoto, a superfície pode subir, afundar, deslocar-se lateralmente ou apresentar uma combinação desses movimentos. Novas análises e medições em campo serão necessárias para determinar com precisão a dinâmica da deformação.

Enquanto isso, as equipes de resgate permanecem concentradas na resposta à tragédia humanitária, marcada por edifícios destruídos, milhares de desaparecidos e uma extensa operação de socorro.

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Para apoiar os trabalhos de recuperação, agências espaciais e centros internacionais de monitoramento compartilham dados de satélite com as autoridades venezuelanas. A NASA também ativou seu Sistema de Coordenação de Resposta a Desastres para identificar áreas de maior risco e auxiliar no planejamento das ações de emergência.

Imagens de satélite mostram que terremotos na Venezuela deformaram a crosta terrestre

Divulgação/International Federation of Digital Seismograph Networks

Fonte: IG Notícias

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