
A agência também estima 97% de chance de que o fenômeno permaneça ativo até o início de 2027, prolongando seus efeitos sobre o clima em diversas regiões do planeta.
De acordo com a NOAA, o aquecimento das águas superficiais do Pacífico evoluiu rapidamente nos últimos meses e passou a provocar mudanças significativas na atmosfera, condição essencial para caracterizar um El Niño consolidado.
O principal indicador utilizado para acompanhar o fenômeno, o índice Niño-3.4, alcançou +1,2°C, após registrar +0,4°C em maio, quando o Pacífico ainda apresentava condições consideradas neutras. Outras áreas do oceano também registraram aquecimento acima da média, reforçando a tendência de intensificação.
Os pesquisadores também identificaram aumento do calor armazenado nas camadas mais profundas do Pacífico, impulsionado pela passagem de uma onda Kelvin, mecanismo que favorece o fortalecimento do fenômeno.
Além das alterações no oceano, a atmosfera já apresenta sinais típicos de um El Niño intenso, como mudanças na circulação dos ventos, aumento das chuvas sobre o Pacífico central e redução da nebulosidade na região da Indonésia. Para os especialistas, esses fatores confirmam que oceano e atmosfera já atuam de forma integrada, aumentando a probabilidade de um evento de grande intensidade.

No Brasil, os impactos variam conforme a região. Historicamente, o El Niño favorece o aumento das chuvas no Sul, elevando o risco de temporais, enchentes e deslizamentos. Já no Norte e em parte do Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e temperaturas mais elevadas, cenário que pode intensificar períodos de estiagem.
Os cientistas também alertam que um El Niño forte, combinado ao aquecimento global, pode contribuir para novos recordes de temperatura no planeta e ampliar a ocorrência de eventos climáticos extremos nos próximos meses.




