
O menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morreu após ser brutalmente espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A morte foi confirmada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (10), enquanto as investigações avançam para apurar as circunstâncias do crime e a possível participação da mãe da criança.
O pai, um norte-americano de 33 anos que se apresenta como missionário, confessou as agressões e está preso preventivamente. Segundo a investigação, ele teria atacado o filho porque a criança não lhe deu “bom dia”. Oliver foi socorrido e encaminhado inicialmente ao Hospital de Viamão e, devido à gravidade dos ferimentos, transferido para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde não resistiu.
A Polícia Civil também prendeu preventivamente a mãe, de nacionalidade japonesa. Inicialmente, ela afirmou não ter ouvido as agressões, mas os investigadores consideram essa versão incompatível com a gravidade das lesões sofridas pela criança. Além da possível omissão no homicídio, a polícia apura indícios de que ela também praticava agressões contra os filhos.
As investigações revelaram ainda um histórico de violência familiar. Os outros quatro filhos do casal, com idades entre 1 e 9 anos, foram submetidos a exames físicos e psicológicos e permanecem sob proteção do Conselho Tutelar.
De acordo com a Polícia Civil, a família vivia no Rio Grande do Sul havia cerca de sete meses, após passar por outros estados brasileiros. Há registros anteriores de atendimentos por suspeitas de violência em São Paulo e Santa Catarina, além de ocorrências envolvendo Conselhos Tutelares.

Segundo a delegada responsável pelo caso, os indícios apontam que a violência era utilizada pelos pais como forma de disciplina e correção das crianças. Um dos registros investigados relata que, em 2024, a mãe teria agredido um dos filhos com uma cinta, deixando marcas pelo corpo.
A polícia também apura se a mulher era vítima de violência doméstica praticada pelo companheiro, circunstância que será analisada ao longo da investigação. O caso segue sendo investigado como homicídio, tortura e maus-tratos contra crianças.
Fonte: IG Notícias



