
Quinta Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras
Missionário Uilson de Sá, em Aracaju
As catadoras de mangaba da zona sul de Aracaju transformaram a preservação ambiental em símbolo de resistência diante do avanço da expansão imobiliária. Há mais de oito décadas, dezenas de famílias dependem do extrativismo da fruta para garantir renda, manter tradições e proteger um dos últimos remanescentes de mangabeiras da capital sergipana.
Organizadas na Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper, elas conquistaram, em 2025, o Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente. Os recursos foram destinados ao fortalecimento do beneficiamento da mangaba, ao turismo de base comunitária e à preservação do território.
A comunidade também lançou o Plano de Manejo Popular da Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, documento elaborado coletivamente para orientar o uso sustentável da área e fortalecer a participação das famílias na gestão da reserva.
5ª Festa da Colheita – Catadoras de Mangaba
As extrativistas afirmam que a expansão urbana reduziu significativamente as áreas de coleta e ameaça a continuidade da atividade. Além da importância econômica, as mangabeiras contribuem para a conservação da Mata Atlântica, da biodiversidade e da identidade cultural de Sergipe.

Entre os projetos da comunidade estão a criação da Casa da Mangaba, destinada ao processamento de derivados da fruta, à instalação de um museu e ao fortalecimento do turismo comunitário. As catadoras também defendem maior acesso a políticas públicas que ampliem a comercialização da produção.
A Prefeitura de Aracaju informou que apoia a construção da unidade de beneficiamento, mantém ações de fiscalização ambiental e afirma respeitar a autonomia da comunidade na gestão da reserva extrativista.
Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá
deve ganhar centro de beneficiamento da mangaba
Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Fonte: ABN




