
O asteroide Bennu voltou a ganhar destaque nas redes sociais após publicações afirmarem que ele poderá atingir a Terra em setembro de 2182. No entanto, a NASA esclarece que a possibilidade de colisão é extremamente pequena: apenas 0,037%, o equivalente a cerca de uma chance em 2.700. Em outras palavras, há mais de 99,9% de probabilidade de que o impacto não aconteça.
Descoberto em 1999, Bennu possui aproximadamente 500 metros de diâmetro e integra o grupo dos asteroides próximos da Terra (Near-Earth Asteroids). Embora sua órbita passe relativamente perto do planeta, isso não significa que esteja em rota de colisão. O asteroide realiza aproximações periódicas e é monitorado constantemente pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra (CNEOS), da NASA.
A data de 24 de setembro de 2182 ganhou notoriedade porque representa o momento com a maior probabilidade estatística de impacto entre todas as aproximações calculadas até o ano de 2300. Ainda assim, os cientistas ressaltam que a chance permanece muito baixa e não há previsão de colisão.
Os cálculos foram refinados graças à missão OSIRIS-REx, que estudou Bennu entre 2018 e 2023 e trouxe amostras do asteroide para a Terra. A missão permitiu compreender melhor sua composição e medir com maior precisão fatores que influenciam sua órbita, como o efeito Yarkovsky.

Embora um impacto de um asteroide desse porte pudesse provocar danos significativos, como ondas de choque, crateras, incêndios e alterações temporárias no clima, a NASA reforça que Bennu segue apenas sob monitoramento preventivo como parte do programa de defesa planetária, sem representar uma ameaça iminente.




