Por que o PIX virou alvo dos EUA na disputa comercial com o Brasil

O sistema que revolucionou os pagamentos no Brasil agora também faz parte da disputa comercial global.

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Sistema de pagamentos criado pelo Banco Central entrou na lista de críticas do governo americano, que alega concorrência desigual no setor financeiro.

O PIX, principal meio de pagamento dos brasileiros e amplamente utilizado por pequenos negócios, passou a integrar a lista de argumentos dos Estados Unidos para justificar a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O governo americano afirma que o sistema, desenvolvido e operado pelo Banco Central, cria vantagens competitivas em relação às empresas privadas de pagamentos.

Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o Banco Central atua simultaneamente como regulador e operador da plataforma, oferecendo uma infraestrutura pública que, na avaliação americana, dificulta a concorrência de empresas estrangeiras do setor.

No Brasil, especialistas contestam essa interpretação. Eles afirmam que o PIX reduziu custos, eliminou intermediários e ampliou a concorrência ao oferecer pagamentos instantâneos para consumidores e empresas, sem impedir o funcionamento de cartões, bancos, fintechs e outros meios de pagamento.

Levantamento do Sebrae mostra que 59% dos pequenos negócios já utilizam o PIX como principal forma de recebimento. Entre os microempreendedores individuais (MEIs), 97% usam o sistema, que garante liquidação imediata das vendas e melhora o fluxo de caixa.

Especialistas também apontam que a expansão do PIX pressionou empresas tradicionais de pagamentos a modernizarem seus serviços. Além disso, projetos como o PIX Internacional, ainda em desenvolvimento, despertam atenção por seu potencial de facilitar pagamentos entre países, embora essa hipótese não faça parte das justificativas oficiais apresentadas pelos Estados Unidos.

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Lançado em 2020, o PIX soma cerca de 170 milhões de usuários pessoas físicas e mais de 24 milhões de empresas. Em 2025, movimentou aproximadamente R$ 35,4 trilhões em quase 80 bilhões de transações, consolidando-se como uma das maiores plataformas de pagamentos instantâneos do mundo.

Fonte: G1

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