
Fenômeno ainda não atingiu o pico, mas já registra intensidade incomum para esta época do ano e aumenta o risco de chuvas acima da média no Sul.
Embora ainda esteja em fase de fortalecimento, o El Niño já apresenta intensidade considerada excepcional para esta época do ano. Segundo meteorologistas da MetSul, o aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico indica que o fenômeno deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, com reflexos importantes sobre o clima no Brasil.
O aquecimento é impulsionado pelos chamados westerly wind bursts (ventos de oeste), que deslocam grandes volumes de água quente pelo Pacífico e reduzem a ressurgência — processo natural que leva águas frias das profundezas à superfície. Sem esse resfriamento, o oceano permanece cada vez mais aquecido, fortalecendo o El Niño.
Atualmente, uma extensa reserva de calor permanece abaixo da superfície do mar, conhecida pelos especialistas como “língua quente”. Em áreas próximas à costa do Peru, as temperaturas da água já estão entre 7°C e 8,5°C acima da média histórica.
Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam que o fenômeno já alcançou características de um Super El Niño há cerca de quatro meses, situação inédita para este período do ano.
No Brasil, os primeiros efeitos já começam a ser observados, principalmente na Região Sul. O Rio Grande do Sul deve registrar aumento das chuvas nos próximos dias, e especialistas alertam que, com a chegada da primavera, a influência do fenômeno tende a se intensificar.
A previsão é de mais episódios de chuva volumosa, cheias de rios, enchentes e outros eventos extremos ao longo dos próximos meses, especialmente no Sul do país.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação da atmosfera e influenciando os regimes de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Fonte: IG Notícias



