Programa oferece capacitação, apoio jurídico, suporte psicossocial e ferramentas de proteção para mulheres negras, indígenas e lideranças comunitárias da América Latina.
A Rede de Jornalistas Pretos (Rede JP) está com inscrições abertas até 5 de agosto para a segunda edição da Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (Repcone). A iniciativa oferece formação gratuita em segurança digital, orientação jurídica, apoio psicossocial e infraestrutura tecnológica para fortalecer a proteção de mulheres expostas à violência e ao assédio no ambiente virtual.
O programa é voltado a jornalistas, comunicadoras, ativistas, pesquisadoras e lideranças comunitárias do Brasil e de outros países da América Latina. A seleção priorizará mulheres negras, indígenas e integrantes de povos e comunidades tradicionais, como quilombolas, ribeirinhas, caiçaras e comunidades de terreiro.
Ao todo, 30 participantes serão escolhidas para a edição de 2026. A formação reúne aulas online sobre segurança digital, proteção de dados, resposta a incidentes e combate à desinformação, além de oficinas presenciais no Rio de Janeiro e no Peru, com apoio financeiro para que as participantes multipliquem o conhecimento em seus territórios.
Segundo a coordenadora da Rede JP, Marcelle Chagas, o objetivo é ampliar a rede de proteção diante do aumento dos ataques virtuais contra mulheres que atuam na comunicação, na defesa de direitos e em espaços de liderança pública.
Entre as novidades está o lançamento do Latinas IA, agente digital desenvolvido para oferecer atendimento 24 horas a mulheres em situação de vulnerabilidade digital. A ferramenta reúne orientações sobre segurança online, combate à desinformação, guias práticos e encaminhamento para informações verificadas.
Criada em 2025, a Repcone nasceu para enfrentar a violência digital direcionada às mulheres negras e indígenas, reconhecendo que esse tipo de ataque representa um obstáculo à participação feminina em espaços de decisão. Na primeira edição, o projeto capacitou 50 mulheres e alcançou mais de 17 milhões de pessoas por meio de ações de formação e conscientização.

Coordenadora geral da Rede de Jornalistas Pretos
(Rede JP), Marcelle Chagas
Foto: Divulgação Rede JP
Fonte: ABN




