Quase metade dos jovens argentinos vive em situação de vulnerabilidade social, aponta estudo

Os desafios da juventude refletem o futuro de uma nação.

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Pesquisa da Universidade de Buenos Aires revela que milhões de jovens enfrentam pobreza, desemprego, trabalho informal e dificuldades relacionadas à saúde mental.

Quase metade dos jovens argentinos entre 18 e 29 anos vive em situação de vulnerabilidade social. É o que aponta um levantamento da Universidade de Buenos Aires (UBA), divulgado nesta semana, que estima que cerca de 4,1 milhões de pessoas enfrentam algum tipo de exclusão econômica ou educacional no país.

O estudo considera em situação de vulnerabilidade os jovens que vivem em pobreza econômica ou que não concluíram a educação básica. A pesquisa ouviu 1.002 pessoas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026 para elaborar o relatório Jovens Vulneráveis na Argentina: Condições de Vida, Crenças e Expectativas sobre o Futuro.

Entre os entrevistados, 57% afirmaram que a renda obtida com o trabalho não é suficiente para cobrir as despesas até o fim do mês, enquanto apenas 24,8% continuam estudando. O levantamento também mostra que dois em cada dez jovens não estudam nem trabalham, e cerca de 30% estão desempregados.

A inserção no mercado de trabalho também é marcada pela informalidade. Entre os jovens que exercem alguma atividade profissional, apenas 15% possuem emprego com registro formal, enquanto 76% trabalham de forma informal ou por conta própria, principalmente no comércio, construção civil, serviços de limpeza, cuidados com idosos e vendas ambulantes ou pela internet.

Além das dificuldades econômicas, a pesquisa aponta um cenário preocupante para a saúde. Setenta e oito por cento dos jovens não possuem plano de saúde e dependem exclusivamente da rede pública. Já 40% afirmam viver em bairros considerados inseguros ou muito inseguros.

Os indicadores relacionados à saúde mental também chamam atenção. Mais de 70% dos entrevistados disseram sofrer frequentemente com nervosismo ou ansiedade, enquanto mais da metade relatou sentimentos recorrentes de apatia ou depressão. Segundo os pesquisadores, esses fatores demonstram que a vulnerabilidade social envolve aspectos econômicos, educacionais, psicológicos e de qualidade de vida.

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O estudo também analisou os hábitos de informação da juventude argentina. As redes sociais aparecem como principal fonte de notícias para 66% dos entrevistados, com destaque para Instagram (36%) e Facebook (22%). A televisão ocupa a terceira posição, sendo citada por 18% dos jovens.

De acordo com os pesquisadores da UBA, os resultados mostram que a vulnerabilidade entre a juventude argentina é um fenômeno multidimensional, que combina precariedade econômica, baixa escolaridade, dificuldades de acesso ao mercado formal de trabalho, problemas de saúde mental e limitações no acesso a serviços essenciais.

Fonte: IG Notícias

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