Atacante será julgado por confusão com Alejo Véliz após o fim do primeiro tempo contra o Bahia e pode pegar suspensão de até três partidas.
O atacante Kaio César, do Corinthians, foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e será julgado nesta quinta-feira (30), às 10h, por envolvimento em uma confusão durante a partida contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro. Caso seja condenado, o jogador poderá ser suspenso de um a três jogos.
A denúncia foi apresentada com base no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de ato desleal ou hostil durante a partida. Segundo a Procuradoria do STJD, Kaio César teria empurrado o atacante Alejo Véliz após o apito que encerrou o primeiro tempo, quando a bola já não estava em disputa.
O episódio provocou um princípio de tumulto, envolvendo atletas e integrantes das comissões técnicas das duas equipes. Apesar da confusão, o árbitro Ramon Abatti Abel não aplicou cartões disciplinares no retorno do intervalo.
De acordo com o procurador Marcos Souto Maior, as imagens demonstram que Kaio César iniciou o confronto ao partir em direção ao adversário. No entanto, a denúncia foi enquadrada como ato desleal, e não como jogada violenta, por falta de comprovação de uma agressão física mais grave.
Além do jogador, Corinthians e Bahia também foram denunciados pela participação coletiva no tumulto e podem ser punidos com multa de até R$ 20 mil. O árbitro da partida também responderá a processo disciplinar por não registrar a ocorrência na súmula oficial.

Caso seja punido, Kaio César poderá desfalcar o Corinthians já nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro. A equipe ocupa a nona colocação na tabela, com 28 pontos, e enfrenta o Athletico-PR nesta quinta-feira (30), pela 21ª rodada.
Fora de campo, o Corinthians também enfrenta dificuldades financeiras. O clube acumula quatro transfer bans impostos pela FIFA, que impedem a inscrição de novos jogadores. Para regularizar a situação, a diretoria precisaria quitar aproximadamente R$ 23 milhões em dívidas relacionadas a contratações e decisões da entidade.




