Golpistas usam IA para criar falsos médicos e vender curas milagrosas nas redes

A tecnologia evolui. A responsabilidade de informar precisa evoluir junto.

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Dra Marcela Paiva

Perfis criados com inteligência artificial prometem tratamentos sem comprovação científica, colocam pacientes em risco e são alvo de investigação da Polícia Civil de São Paulo.

A inteligência artificial passou a ser usada por criminosos para dar aparência de credibilidade a golpes envolvendo saúde. Perfis de falsos médicos, criados com avatares digitais, divulgam supostas curas milagrosas, atraem milhares de seguidores e lucram com a venda de suplementos e conteúdos sem qualquer respaldo científico.

Em um dos casos, um personagem fictício afirma que nozes seriam capazes de restaurar a memória de pacientes com Alzheimer em apenas dez dias. A promessa, sem qualquer evidência médica, é um exemplo da estratégia usada para convencer pessoas vulneráveis.

Segundo as investigações, a fraude vai além dos vídeos. Há tutoriais que ensinam a criar esses perfis e monetizar as publicações, com ganhos que podem chegar a R$ 10 mil por mês. O esquema também envolve a comercialização de produtos sem procedência e livros digitais produzidos por personagens inexistentes.

Especialistas alertam que o maior risco está no abandono de tratamentos comprovados em favor de soluções falsas, o que pode comprometer a recuperação de pacientes e agravar doenças.

A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso por suspeita de crimes como estelionato, falsa identidade e uso de documento falso. As autoridades afirmam que parte das contas utilizadas opera a partir de credenciais no exterior, dificultando o rastreamento dos responsáveis.

AgênciaModerna

O YouTube informou que possui políticas contra desinformação médica e conteúdos enganosos produzidos com IA. Meta e TikTok não haviam se manifestado até a conclusão da reportagem.

Fonte: Band Notícias

Gráfica e Editora Copbem, sempre causando uma boa impressão
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