Especialista aponta semelhanças entre extremismo religioso e de direita após ataque em Berlim

Compreender a radicalização é essencial para fortalecer a democracia.

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Além de rejeitarem as sociedades liberais, islamistas radicais e extremistas de direita compartilham posições antifeministas, desconfiança das instituições e adesão a teorias conspiratórias Foto: Divulgação
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Pesquisador afirma que grupos radicais compartilham estratégias de polarização, discurso de ódio e rejeição a sociedades democráticas.

O ataque à Parada do Orgulho LGBTQ+ em Berlim reacendeu o debate sobre a radicalização na Alemanha e a atuação de grupos extremistas. Especialistas apontam que, apesar das diferenças ideológicas, movimentos ligados ao extremismo religioso e à extrema direita apresentam estratégias e objetivos semelhantes.

Segundo Jakob Guhl, diretor de Políticas e Pesquisa do Instituto para o Diálogo Estratégico (ISD), os dois grupos alimentam uma espiral de polarização ao retratar a sociedade como dividida em campos opostos. Para ele, tanto islamistas radicais quanto extremistas de direita utilizam narrativas que reforçam o medo, a intolerância e a desconfiança em relação às instituições democráticas.

O autor do ataque em Berlim, de 21 anos, já era conhecido pelas autoridades por ligações com o islamismo radical e por participar de um programa de desradicalização. O caso ocorre em um momento em que a Alemanha registra número recorde de crimes com motivação política, sendo quase metade atribuída à extrema direita.

Entre os pontos de convergência identificados pelo pesquisador estão a disseminação de teorias conspiratórias, o discurso antifeminista, a hostilidade contra pessoas LGBTQ+ e o uso das redes sociais para ampliar mensagens de ódio e recrutar novos integrantes.

Especialistas defendem o fortalecimento das ações de combate à radicalização, a ampliação da moderação de conteúdos ilegais nas plataformas digitais e uma cobertura responsável dos atentados, evitando narrativas que aprofundem divisões sociais.

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Para Guhl, enfrentar o extremismo passa pelo fortalecimento da convivência democrática e pelo reconhecimento dos valores compartilhados entre diferentes grupos da sociedade.

Fonte: IG Notícias

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