Impacto previsto para esta quarta-feira (6) será monitorado por cientistas e poderá ampliar o conhecimento sobre a superfície lunar e os riscos para futuras missões espaciais.
Um estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, deve colidir com a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (6), em um evento raro que poderá fornecer informações importantes sobre a geologia lunar e os desafios da exploração espacial.
O estágio superior está localizado na parte
superior da estrutura do foguete
NASA/YouTube
O equipamento foi lançado em janeiro de 2025 durante a missão que transportou os módulos lunares Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e Resilience, da empresa japonesa Ispace. Após cumprir sua função de impulsionar as espaçonaves, o estágio permaneceu em órbita até ser desviado por forças gravitacionais e pela atividade solar, entrando em rota de colisão com a Lua.
Segundo a NASA, o impacto não representa qualquer risco para a Terra. Astrônomos independentes identificaram a trajetória do objeto, posteriormente confirmada pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da agência espacial norte-americana.
A colisão está prevista para ocorrer nas proximidades da cratera Einstein, a cerca de 2,4 km/s (aproximadamente 8.700 km/h). A expectativa é que o choque abra uma cratera entre 20 e 30 metros de diâmetro e lance uma nuvem de detritos que poderá ser observada por telescópios e sondas em órbita lunar.
O clarão do impacto deve durar menos de um segundo e dificilmente será visível a olho nu. Mesmo assim, sondas como a Lunar Reconnaissance Orbiter, da NASA, e a coreana Danuri (Korea Pathfinder Lunar Orbiter) tentarão registrar o local antes e depois da colisão.

Para os pesquisadores, o episódio representa uma oportunidade única para compreender como impactos artificiais afetam o solo lunar. As informações poderão contribuir para o planejamento das futuras missões do programa Artemis, que pretende estabelecer uma presença humana permanente na Lua.
Além do valor científico, o evento também reacende o debate sobre o gerenciamento de detritos espaciais em missões de longa distância, já que a Lua não possui atmosfera capaz de destruir objetos em queda, tornando esses impactos um potencial risco para astronautas, equipamentos e futuras bases lunares.
O foguete Falcon 9 da SpaceX é visto descrevendo
um arco no céu após a decolagem em 2025
Gregg Newton/AFP/Getty Images
Fonte: CNN





