Durante um encontro no Palácio da Alvorada para oficializar o apoio da federação que sustenta sua candidatura à reeleição, o presidente Lula sinalizou a aliados que deverá procurar o presidente Donald Trump na próxima semana para uma conversa. Agora, na conversa com Trump, além de defender o fim imediato da guerra na Europa, a expectativa entre aliados é de que Lula trate também das relações entre Brasil e Estados Unidos. Compartilhar A relação entre os dois países, aliados há mais de 200 anos, vive um dos momentos de maior desgaste de sua história. Nesta semana, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora Maria Luisa Viotti. Segundo Washington, a decisão ocorreu diante da demora de Brasília em aprovar o novo embaixador americano. O governo brasileiro afirma, porém, que essa demora aconteceu porque os Estados Unidos quebraram o protocolo diplomático durante o processo de nomeação. O Brasil também é o país da América Latina sujeito às tarifas mais elevadas do tarifaço imposto por Trump. Além disso, os dois governos vêm negando vistos a autoridades um do outro. Lula acusa os Estados Unidos de tentar interferir na política interna brasileira e nas eleições. Nos últimos dias, Lula afirmou que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente da China, Xi Jinping. Nessas conversas, defendeu que o Conselho de Segurança da ONU volte a se reunir para buscar uma solução para a guerra entre Moscou e Kiev. Desde o primeiro mandato, Lula critica o Conselho de Segurança das Nações Unidas por considerá-lo inoperante nas últimas décadas e por defender que o órgão precisa de mudanças para enfrentar os novos desafios globais. Esse pode ser um telefonema muito importante. A expectativa é que o Itamaraty volte a assumir o protagonismo da diplomacia brasileira, que, na avaliação de diplomatas, tem sido conduzida diretamente pelo Palácio do Planalto. Agora, resta aguardar para ver se os ânimos entre os dois governos vão se acalmar. Afinal, quando Brasil e Estados Unidos entram em rota de colisão, quem perde são os dois países: perdem os exportadores, os investidores, as empresas, a cooperação bilateral e, principalmente, os cidadãos dos dois lados.

Diálogo diplomático pode abrir caminho para reduzir tensões entre Brasília e Washington.

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Lula e Trump em encontro na Malásia REUTERS/Evelyn Hockstein
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Lula sinaliza conversa com Trump para discutir guerra e crise diplomática entre Brasil e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou a aliados que deverá conversar por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana. A expectativa é que o diálogo tenha como foco a guerra na Europa e a tentativa de reduzir a crescente tensão nas relações diplomáticas entre os dois países.

Segundo interlocutores do governo, Lula pretende defender uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia e reforçar a necessidade de retomada das discussões no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nos últimos dias, o presidente brasileiro também manteve conversas com os líderes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, sobre o tema.

Além da pauta internacional, o telefonema deverá abordar a crise diplomática entre Brasília e Washington. As relações bilaterais atravessam um período de forte desgaste, marcado pela revogação do visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti pelos Estados Unidos, impasses na nomeação de embaixadores e pela troca de críticas entre os governos.

O cenário também inclui tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros e divergências sobre procedimentos diplomáticos envolvendo a indicação do novo embaixador norte-americano no Brasil.

Integrantes do governo avaliam que uma conversa direta entre Lula e Trump poderá contribuir para reabrir canais de diálogo e reduzir as tensões. Diplomatas também esperam que o Itamaraty reassuma papel central na condução das negociações entre os dois países.

Adoção Pet Love

Embora ainda não haja confirmação oficial da data do contato, a expectativa é de que a conversa represente uma oportunidade para discutir temas estratégicos de interesse comum, preservando a cooperação política, econômica e diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Fonte: Band Notícias

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