Tratamento pode reduzir drasticamente a produção de espermatozoides e comprometer a fertilidade; risco é maior entre usuários que se automedicam
A testosterona virou presença constante nas academias, nas redes sociais e nas promessas de aumento de força, disposição e libido. Mas o uso do hormônio sem indicação médica pode produzir um efeito contrário ao esperado: reduzir a fertilidade masculina.
Quando a testosterona é aplicada ou ingerida de forma externa, o cérebro percebe que há hormônio suficiente no organismo e diminui os sinais enviados aos testículos. Com isso, a produção natural de testosterona cai e a fabricação de espermatozoides pode ser drasticamente reduzida ou até interrompida.
A recuperação da fertilidade é possível para muitos homens depois da suspensão do tratamento, mas pode levar meses e não é garantida em todos os casos. A resposta depende da dose utilizada, do tempo de tratamento e das características de cada paciente.
A terapia de reposição de testosterona é um tratamento médico legítimo para homens com deficiência hormonal comprovada. O problema está no uso do hormônio como uma espécie de “potencializador” de desempenho por pessoas que não apresentam indicação clínica.
Antes de iniciar a reposição, médicos recomendam investigar outras causas de alterações hormonais e avaliar fatores como sono inadequado, consumo excessivo de álcool, tabagismo, estresse, sedentarismo e excesso de peso.
O alerta é ainda mais importante para homens que pretendem ter filhos. A testosterona externa pode diminuir justamente a produção dos espermatozoides necessários para a reprodução.

Por isso, especialistas recomendam que qualquer tratamento hormonal seja iniciado somente após avaliação médica, exames adequados e acompanhamento durante o uso.
Fonte: IG Notícias



