Conflitos com Javier Milei e Washington se somam à aproximação do Paraguai com os Estados Unidos e aumentam a pressão sobre a política externa do governo Lula.
O Brasil enfrenta uma sequência de desgastes diplomáticos com países estratégicos da região e com os Estados Unidos. A avaliação apresentada no texto é de que a política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva tem contribuído para aumentar o isolamento brasileiro justamente quando vizinhos ampliam suas alianças internacionais.
A relação com a Argentina é um dos principais focos de tensão. Após novos ataques do presidente Javier Milei a Lula, o governo brasileiro retirou seu embaixador de Buenos Aires e rebaixou a representação diplomática no país. A medida provocou a saída do embaixador argentino de Brasília e elevou o nível da crise entre os dois governos.
Ao mesmo tempo, Brasília enfrenta dificuldades na relação com Washington. Segundo o texto, o governo brasileiro vem demorando para aprovar a indicação de Daniel Perez, escolhido por Donald Trump para ocupar a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Em resposta, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, teria cancelado o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.
Enquanto Brasil, Argentina e Estados Unidos acumulam divergências, o Paraguai avança em uma aproximação estratégica com Washington. O país assinou um acordo nuclear com os EUA que prevê transferência de tecnologia para aplicações científicas, agrícolas, medicinais e energéticas.
O acordo ocorre em um momento delicado das relações entre Paraguai e Brasil. Assunção negocia com Brasília as condições para o fornecimento da energia excedente de Itaipu, cuja atual negociação termina em dezembro.
O texto também aponta que o Paraguai preferiu não transformar em nova crise diplomática as declarações de Lula sobre a guerra que devastou o país no século 19. Para o governo paraguaio, consolidar relações estratégicas com os Estados Unidos parece ser mais importante do que ampliar o confronto com Brasília.

O cenário reforça o desafio brasileiro de preservar sua influência regional. Enquanto o país acumula atritos com parceiros tradicionais, governos vizinhos buscam novas alianças e oportunidades econômicas e estratégicas.
Fonte: IG Notícias



