Investigação da Polícia Civil do DF identificou mais de 600 integrantes em grupos fechados e núcleo de 46 pessoas que discutia possíveis ações violentas.
Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou um grupo extremista que discutia ataques contra políticos e prédios públicos em Brasília. Entre os possíveis alvos estavam o Palácio do Planalto e o local previsto para um debate do segundo turno das eleições.
A investigação, revelada pelo Fantástico neste domingo (9), acompanhou dois grupos fechados no Telegram monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Um deles reunia mais de 600 integrantes. O segundo, com 46 pessoas, concentrava participantes considerados mais radicalizados pelos investigadores.
As mensagens continham referências ao nazismo, misoginia, discursos de ódio e incentivo à violência. Uma das comunidades utilizava uma imagem de Adolf Hitler. Relatório do Ciberlab, laboratório do Ministério da Justiça especializado no monitoramento de crimes digitais, apontou indícios de planejamento de ações violentas.
No grupo restrito, investigadores encontraram discussões sobre possíveis ataques e informações sobre prédios públicos da capital. Também foram identificados mapas e plantas de ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto.
As conversas indicavam ainda debates sobre custos, recursos e recrutamento de pessoas dispostas a participar das ações. Para os investigadores, a escolha de símbolos dos Três Poderes apontava para uma possível motivação política e antidemocrática.
Na terça-feira (4), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados. Computadores e celulares recolhidos estão sendo periciados.

Os investigados podem responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime. A polícia tenta agora identificar o grau de participação de cada suspeito e verificar se os planos chegaram a avançar além das conversas virtuais.
Segundo dados apresentados pelo Fantástico, o Ciberlab produziu, somente em 2026, 103 relatórios relacionados a mais de 50 grupos de ódio. A investigação continua.
Fonte: IG Notícias



