Prefeitura pede fiscalização mais rigorosa e defende suspensão temporária de voos panorâmicos após três acidentes fatais na cidade
O Rio de Janeiro já registrou três acidentes envolvendo helicópteros em 2026, com 13 mortes. Após a queda de uma aeronave na região da Vista Chinesa, no sábado (8), que matou quatro pessoas, a Prefeitura do Rio cobrou maior fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a sequência de ocorrências não pode ser considerada normal e pediu providências imediatas. Segundo ele, a prefeitura encaminhou um ofício à Anac solicitando medidas para ampliar a fiscalização de aeronaves, helipontos e procedimentos de manutenção.
Cavaliere também defendeu a possibilidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos, por uma ou duas semanas, ou pelo período considerado necessário para uma fiscalização mais rigorosa. A medida teria como objetivo aumentar a segurança de turistas e moradores.
O primeiro acidente ocorreu em 17 de janeiro, em Guaratiba, na Zona Oeste. Um major da Força Aérea Brasileira, um capitão do Corpo de Bombeiros e um instrutor de voo morreram na queda.
Em 14 de junho, seis pessoas morreram após a colisão de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes. Entre as vítimas estava o rapper norte-americano Oliver Tree.

O terceiro acidente aconteceu no sábado (8), em uma área de mata próxima à Vista Chinesa, no Maciço da Tijuca. Quatro pessoas — três turistas colombianos e o piloto — morreram após a queda e a explosão da aeronave.
Os voos panorâmicos de helicóptero são uma atividade turística tradicional no Rio, especialmente em regiões próximas a cartões-postais. Diante da sequência de acidentes, a prefeitura quer que a Anac intensifique a fiscalização e avalie as condições de segurança das operações.





