Inflação oficial do país acumula alta de 3,44% em 2026 e 4,44% em 12 meses; tomate, batata e cenoura ficaram mais baratos.
A inflação oficial do Brasil perdeu força em julho. O IPCA subiu 0,07%, segundo o IBGE, abaixo da alta de 0,16% registrada em junho. No acumulado de 2026, o índice chega a 3,44%. Em 12 meses, a inflação ficou em 4,44%, ante 4,64% até junho.
O resultado foi favorecido principalmente pela queda nos preços de Alimentação e bebidas, que recuaram 0,67%. Tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%) ficaram mais baratos.
Na outra ponta, a Habitação teve a maior alta entre os grupos, de 0,99%. O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 3,09% e respondeu sozinha por 0,13 ponto percentual do IPCA.
A conta de luz foi pressionada por reajustes aplicados em diferentes cidades e pela bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Alimentação fora de casa sobe
Apesar da queda dos alimentos consumidos em casa, comer fora ficou mais caro. A alimentação fora do domicílio avançou 0,55%, com alta de 0,76% nos lanches e de 0,42% nas refeições.
Entre os demais grupos, Vestuário caiu 0,66%, enquanto Saúde e cuidados pessoais avançou 0,40%. Transportes tiveram alta de 0,05%, com passagens aéreas subindo 11,67%, parcialmente compensadas pela redução dos combustíveis.
Economistas avaliam que o resultado não deve provocar uma mudança significativa na trajetória dos juros. A inflação acumulada em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.

Supermercado em São Paulo
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker
Fonte: G1




