Secor afirma que trabalhadores foram surpreendidos e cobra transparência no pagamento de verbas rescisórias e demais direitos.
O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) cobra esclarecimentos da Casas Bahia após o fechamento de unidades e a demissão de trabalhadores. Segundo informações citadas pelo Valor Econômico, 298 lojas já foram fechadas e cerca de 2 mil funcionários foram desligados.
A entidade afirma ter recebido relatos de empregados surpreendidos pela interrupção das atividades em algumas unidades. O sindicato também diz que parte dos trabalhadores ainda aguarda informações sobre rescisões e os próximos passos do processo.
Entre as principais dúvidas estão o pagamento das verbas rescisórias, a liberação do FGTS, o acesso ao seguro-desemprego e o cumprimento das normas previstas na legislação trabalhista e na convenção coletiva.
O Secor afirma que acompanha a situação nas lojas de Osasco e região e promete adotar medidas para preservar os direitos dos comerciários afetados.
A crise ocorre em meio às dificuldades financeiras da varejista, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025. A empresa adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre, inicialmente prevista para 12 de agosto, para o dia 14, enquanto finalizava um plano que, segundo fontes do Valor, inclui novas demissões e fechamento de lojas.

Até a manhã deste sábado, os números do período ainda não haviam sido divulgados.
Segundo o Valor, a companhia também teria planejado reduzir em cerca de 30% o quadro de funcionários neste mês. A empresa ainda estaria negociando prazos com fornecedores e enfrentando dificuldades no ciclo financeiro.
Para o sindicato, o cenário reforça a necessidade de transparência e de garantia integral dos direitos trabalhistas. A entidade diz que continuará acompanhando o processo e orientando os trabalhadores afetados.
Fonte: Band Notícias



