Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, morreram durante a quinta e última etapa do procedimento no Hospital das Clínicas.
“Filhas, minhas eternas saudades. Mamãe ama vocês duas daí do céu”. Foi com essa mensagem que Claudilene Aparecida dos Santos se despediu das filhas Heloísa e Helena, de 2 anos e 7 meses, que morreram durante a última etapa da cirurgia de separação no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP).
As meninas nasceram unidas pela cabeça e passaram por cinco procedimentos ao longo de um ano. A etapa final começou na manhã de sábado (15) e terminou após cerca de 15 horas. Mais de 50 profissionais de saúde e de apoio participaram da cirurgia.
O Hospital das Clínicas confirmou a morte das irmãs, mas não informou, até a última atualização, a causa dos óbitos.
A mãe também informou nas redes sociais que o velório será realizado em São José dos Campos (SP), onde a família mora. O horário ainda seria definido, com a despedida prevista para terminar às 16h.
Cinco cirurgias em um ano
O processo de separação começou em agosto de 2025. A primeira cirurgia alcançou cerca de 25% da separação planejada. Em novembro, foi realizada a segunda etapa, com aproximadamente dez horas de duração.
Na terceira cirurgia, em fevereiro deste ano, os médicos informaram ter atingido cerca de 75% da separação do cérebro e dos vasos sanguíneos compartilhados. A quarta etapa, em março, foi dedicada à colocação de bolsas expansoras para aumentar a quantidade de pele disponível e permitir o fechamento dos crânios após a separação definitiva.
O pai das meninas, Amarildo Batista da Silva, acompanhou todas as etapas. Antes da cirurgia final, ele havia dito ao g1 que esperava ver as filhas separadas e capazes de interagir de outra maneira.
Terceiro caso no HC
Heloísa e Helena eram gêmeas craniópagas, termo usado para crianças que nascem unidas pela cabeça. O caso foi o terceiro desse tipo conduzido pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Em 2018, as cearenses Maria Ysabelle e Maria Ysadora foram separadas após dois anos de acompanhamento. Em 2023, o hospital realizou a separação definitiva de Alana e Mariah, em uma cirurgia que durou 25 horas.
O planejamento do procedimento de Heloísa e Helena durou mais de um ano e envolveu exames de imagem, realidade virtual e modelos produzidos em três dimensões.
Heloísa e Helena, de 2 anos, são gêmeas que nasceram unidas pela cabeça em São José dos Campos (SP) e estavão em acompanhamento no HC de Ribeirão Preto (SP).
Foto: Reprodução/EPTV
Fonte: G1




